Terceiro Mundo
Nasci simplesmente, para ser mais um no quadro das estáticas mundiais que apodrecem entre a fome e as lixeiras, onde os cadáveres se amontoam à impaciência dos abutres devoradores da morte.
Não tenho culpa de ter nascido!
No desespero da germinação, somos milhares, talvez milhões que sofremos da ingenuidade de quem confunde vida com cio.
O nosso destino está traçado, mais traçado que a própria sombra, não temos nada, se alguém souber o que significa nada?!
O meu mundo está submerso pela globalização, nem os primitivos sofreram tanta humilhação, a desigualdade ainda não jazia na ganância do capitalismo.
Como se atrevem a esconder, a nossa imagem, os nossos corpos agonizantes carcomidos pelos bichos, onde o solo é estéril e a água uma alucinação.
Lembrem-se de nós, aí no primeiro mundo, quando alguém anunciar os grandes progressos científicos da clonagem humana, que continuamos a morrer, porque não temos nada!
Conceição Bernardino Bom fim de semana este é o meu desejo e peço que reflictam neste texto da minha autoria
Beijo no coração desta amiga que vos adora.